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Vereadora cobra explicações sobre obra após denúncias de tremores e poluição em Ondina

Moradores denunciam trepidações, poluição e impactos urbanos causados por construção na Rua Baependi; vereadora pede esclarecimentos à Prefeitura.

Construção em Ondina, Salvador, é alvo de questionamentos da vereadora Aladilce Souza sobre impactos urbanos, ruídos e licenciamento.
Aladilce Souza solicita documentos e fiscalização de obra na Rua Baependi, em Salvador • Foto: Victor Queirós

Salvador — A vereadora Aladilce Souza encaminhou ofício à Prefeitura de Salvador solicitando informações sobre o processo de licenciamento de uma obra em andamento na Rua Baependi, no bairro de Ondina. A iniciativa ocorreu após moradores relatarem transtornos como trepidações em imóveis, poluição atmosférica, ruídos excessivos e possíveis impactos na infraestrutura urbana da região.

Segundo a parlamentar, as reclamações recebidas apontam para situações que estariam afetando diretamente a rotina dos residentes e de uma instituição de ensino localizada nas proximidades do empreendimento.

O que aconteceu

De acordo com o documento encaminhado aos secretários municipais Ivan Euler Pereira de Paiva, da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal, e Sosthenes Macêdo, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, moradores afirmam que a obra vem provocando fortes vibrações devido à utilização de equipamentos de fundação conhecidos como bate-estacas.

Os relatos mencionam tremores perceptíveis dentro das residências, gerando preocupação sobre possíveis danos estruturais e riscos às fundações das edificações vizinhas.

Além disso, a comunidade aponta a emissão de fumaça proveniente de máquinas utilizadas no canteiro de obras, acompanhada de odor intenso, o que levanta questionamentos sobre possíveis impactos à qualidade do ar e à saúde dos moradores.

Entenda os questionamentos apresentados

No ofício, a vereadora solicita acesso a documentos relacionados ao empreendimento, incluindo:

  • Processo administrativo de licenciamento ambiental e urbanístico;
  • Alvará de construção;
  • Licença ambiental;
  • Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV);
  • Relatório de Impacto de Vizinhança (RIV), caso exista;
  • Laudo de vistoria cautelar das edificações próximas.

O EIV é um instrumento utilizado para avaliar como uma obra pode afetar a vizinhança em aspectos como trânsito, ruído, infraestrutura urbana e qualidade de vida da população local.

Impacto no tráfego e na infraestrutura urbana

Outro ponto levantado pela parlamentar envolve a construção de um edifício de 17 andares em uma via considerada de porte reduzido.

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A vereadora questiona se o projeto está em conformidade com os índices urbanísticos vigentes para a região e quais estudos foram realizados para avaliar os impactos no trânsito, na mobilidade urbana e nos serviços públicos do entorno.

As preocupações incluem o aumento do fluxo de veículos, possíveis mudanças na dinâmica do bairro e a capacidade da infraestrutura local de absorver novos empreendimentos de grande porte.

O que dizem os moradores

Entre as reclamações encaminhadas ao gabinete da vereadora estão relatos de poluição sonora considerada excessiva durante a execução das fundações.

Segundo os denunciantes, o nível de ruído estaria afetando o sossego dos moradores e também atividades desenvolvidas pela Escolinha Clubinho das Letras, localizada próxima ao canteiro de obras.

A parlamentar também questiona quais medidas de segurança e mitigação foram adotadas para proteger crianças, funcionários e demais frequentadores da instituição durante essa etapa da construção.

Fiscalização e medidas solicitadas

No documento enviado à administração municipal, Aladilce solicita que equipes de fiscalização realizem vistorias no local para verificar:

  • Níveis de ruído emitidos pela obra;
  • Emissão de gases e fumaça;
  • Cumprimento das licenças concedidas;
  • Condições de segurança da vizinhança;
  • Impactos causados pelas atividades de fundação.

A vereadora também pede esclarecimentos sobre a escolha do método construtivo utilizado na fundação da obra, observando que existem tecnologias consideradas menos invasivas em relação à geração de vibrações e ruídos.

Cenário político e institucional

A solicitação foi apresentada dentro da prerrogativa de fiscalização atribuída aos vereadores pela legislação municipal.

O papel fiscalizador permite aos parlamentares acompanhar atos da administração pública, solicitar informações a órgãos municipais e verificar o cumprimento das normas urbanísticas e ambientais.

A iniciativa ocorre em meio ao debate recorrente sobre crescimento urbano, preservação da qualidade de vida nos bairros e compatibilização entre desenvolvimento imobiliário e sustentabilidade nas grandes cidades brasileiras.

O que isso significa na prática?

Para os moradores da região, o principal impacto imediato envolve a apuração das denúncias relacionadas à obra.

Caso irregularidades sejam identificadas, os órgãos responsáveis poderão determinar medidas corretivas, exigir adequações técnicas ou intensificar a fiscalização do empreendimento.

Também poderá haver análise mais aprofundada dos efeitos da construção sobre trânsito, segurança, ruído, qualidade do ar e infraestrutura urbana.

Por enquanto, a solicitação representa uma etapa de esclarecimento e levantamento de informações junto à Prefeitura de Salvador.

Próximos passos

A expectativa é que as secretarias municipais encaminhem as informações solicitadas pela vereadora e esclareçam as condições de licenciamento da obra.

Os documentos e eventuais fiscalizações poderão contribuir para avaliar se o empreendimento está cumprindo todas as exigências legais, ambientais e urbanísticas previstas para a região.

O caso também poderá influenciar discussões futuras sobre planejamento urbano, impacto de grandes construções em áreas residenciais e mecanismos de proteção à vizinhança.

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