O MPDFT abriu investigação envolvendo Neymar e Virginia para apurar se campanhas da plataforma Blaze associavam apostas à ideia de “renda extra”, em apuração que pode impactar a atuação de influenciadores e celebridades em publicidade digital.
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| Ministério Público apura campanhas da Blaze com Neymar e Virginia • Foto: Reprodução |
Bastidores da investigação do MPDFT
A apuração foi instaurada pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) e integra um inquérito civil que analisa práticas de publicidade no setor de apostas online.
Segundo informações reunidas pelo Ministério Público, há questionamentos sobre a forma como campanhas publicitárias teriam sido estruturadas e sobre possíveis mensagens associando jogos a ganhos financeiros facilitados.
Contratos e diretrizes de marketing sob análise
Como parte das diligências, a Blaze deverá apresentar contratos firmados com influenciadores e detalhar as diretrizes adotadas em suas campanhas de divulgação.
O MPDFT também busca esclarecer se houve utilização de expressões como “renda extra” na comunicação publicitária, ponto central da investigação em curso.
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A investigação teve origem em denúncias de consumidores e em relatório técnico que aponta mais de 42 mil reclamações contra a plataforma.
Entre as principais queixas estão relatos de bloqueio de contas, retenção de valores e dificuldades para saque, elementos que reforçaram a abertura do inquérito civil.
Enquadramento jurídico e impacto no setor de apostas
O Ministério Público destaca que a análise considera riscos associados ao superendividamento e à ludopatia, além do impacto das campanhas sobre o público consumidor.
O órgão avalia ainda se as práticas observam normas de proteção ao consumidor e regulamentações aplicáveis ao setor de apostas de quota fixa no país.
Mecanismos de proteção ao usuário também são investigados
Outro ponto da apuração envolve a verificação de ferramentas de jogo responsável, como autoexclusão, limites de apostas e mecanismos de restrição de acesso.
A Promotoria quer entender como esses recursos são implementados e se são efetivos na proteção de usuários em situação de vulnerabilidade.
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O caso amplia o debate sobre a responsabilidade de campanhas publicitárias com celebridades no ambiente digital e o papel de influenciadores na divulgação de plataformas de apostas.
O MPDFT ressalta que a investigação ainda está em fase inicial e não há conclusão sobre eventual responsabilidade dos envolvidos nas campanhas.

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